quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Desilusão

  Por tanto tempo esperei, e agora encontrei. O sorriso perfeito, os olhos perfeitos, o cabelo perfeito, o corpo perfeito, a pessoa perfeita. Apaixonei-me assim que a vi.
  Seu sorriso ficará para sempre guardado em minha memória. Cativante, puro, doce. Era impossível olhar para seu sorriso e ficar sem sorrir. Ela era do tipo que conseguia transmitir qualquer tipo de emoção à hora que quisesse.
  Seus olhos eram os olhos mais lindos que a Terra jamais viu. Olhos de um azul tão doce, tão lindo, tão puro. Aqueles olhos eram o espelho de sua alma. 
  Falando da alma, poucas coisas são tão belas como sua alma. Eu ficava maravilhado. Ela tinha um quê de insegurança, de medo, de tristeza que a tornavam frágil e indefesa, e me faziam querer protegê-la de tudo.   Entretanto, a característica mais marcante de sua alma era a bondade que aqueles olhos tanto irradiavam; como ela era uma pessoa boa. Era capaz de ficar sem comer se visse alguém passando fome na rua. Admirável.
  Seu cabelo quase merece uma ode só para ele. Cabelos castanho-claros, ondulado, quase cacheado. Caíam por seus ombros quase como a mais bela cascata do planeta. Passava horas admirando a perfeição daquele cabelo.
  Tinha tudo para ser minha senhora. Estava perdidamente apaixonado por aquela beleza da criação. Os dias passavam e nada mais tinha graça na minha vida. Tudo se resumia a ela. Passava dias e noites pensando em formas de fazer com que ela sentisse o mesmo por mim.
  Um certo dia, resolvi ir até ela e dizer o que eu sentia. Passei todo o caminho pensando nas palavras que poderiam ser ditas para demonstrar meu amor por ela. Que eu queria passar toda a minha vida com ela, que nada mais importava na minha vida. 
  Lá chegando, tive a mais desagradável das surpresas. Minha musa, a mulher que eu tanto idealizei, que eu tanto amei, por quem tanto chorei. 
  Chorei dias e dias com o que vi naquele lugar. Não tinha forças para continuar a vida, mas eu precisava me levantar. Como fazer isso? Não conseguia mais viver.
  Alguns dias depois, cheguei à conclusão de que isso, de alguma forma, tinha que acabar. Tomei minha decisão. Fiz o impensável. E cheguei até aqui.
  O que eu fiz não foi certo, mas aquilo precisava parar. Eu estava morrendo a cada dia. Simplesmente resolvi morrer de uma vez.

2 comentários:

  1. ei, como assim? não vai dizer o que viu? poxa, tá escrevendo novela de mistério agora?

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